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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Garrafa Pet
Ellen Karina de Oliveira
Ciências Biológicas
UNIP Jundiaí

Um grupo de jovens que estavam na praia, viram que as ondas traziam uma garrafa, deixando-a na areia. Correram para abri-la. Dentro, um papel dobrado com a seguinte mensagem: Eu posso ser reciclada. Junto com ela havia uma mapa mostrando uma grande fábrica de reciclagem.

Decidiram seguir as indicações do mapa a fim de descobrir este lugar.

Foram até o alto de uma montanha onde se encontrava essa fábrica. Bateram à porta. Veio uma mulher abrir. Perguntaram:

— É aqui a fábrica de reciclagem de garrafas?

Ela respondeu:

— Entrem e conheçam um pouco mais.

Entraram e viram uma grande quantidade de pessoas e várias garrafas com formas e tamanhos diferentes. Todos ficaram encantados com o que as pessoas ali faziam com as garrafas. Começaram então a levar mais e mais pessoas para aquele local, ensinando tudo o que tinham aprendido naquele local.


Ao voltarem a praia, viram que não havia mais garrafas no local, tendo em mente que a mensagem transmitida por eles havia sido acolhida e estava sendo praticada por todas as pessoas do local. 


Narrativa sobre o lixo


Sergio Ricardo Pasqualini
Ciências Biológicas
UNIP Jundiaí


Quando vim ao mundo deparei-me com muitos de minha espécie, éramos muitos e vivíamos juntos em um lugar enorme, ficávamos todos perto uns dos outros.

Um dia eu e um grupo grande fomos deslocados de caminhão para um outro lugar onde tinham outros grupos de nossa espécie e de outras espécies também, mas em menor quantidade.

Passado um tempo por lá, fui capturado e isolado do meu grupo, fiquei sozinho, em um lugar estranho, não havia ninguém de minha espécie... Fui colocado em uma mesa, na qual fui violado e todo o meu conteúdo foi retirado de mim, por uma espécie bem esquisita. Em seguida despacharam-me em um recipiente escuro onde não vi nada e permaneci ali por alguns dias até que um outro caminhão levou-me para um outro lugar.


Quando cheguei haviam muitas espécies diferentes da minha e algumas semelhantes a mim, mas muito machucados e esquecidos por ali. Ali quase todos tinham vocação para novos trabalhos, eram muito jovens para se aposentarem.  Um desperdício de talento. Eu tão jovem tendo que permanecer pelo resto de minha vida ali sem fazer nada, 100 anos que seriam desperdiçados, isso é muito triste para mim que sou a Garrafa Pet.
Ronronar
Alice Leite Silva
Ciência Biológicas
UNIP Jundiaí

Em uma bela manhã de domingo Alice acordou com os carinhos de sua gata Tonton, isso ocorria com frequência, praticamente todos os dias, porém a garota não suportava que fosse acordada cedo. Há um tempo já havia tentado fazer com que sua gata dormisse em outro lugar que não sua cama, mas não houve êxito.

Levantou e foi tomar seu café da manhã, pensando em maneiras que fizessem Tonton dormir em outro cantinho. Como todas as manhãs de domingo, foi à feira comprar frutas e verduras, chegando lá deparou-se com inúmeros palhetes sujos e jogados ao lado das barracas. Conversando com os responsáveis por tais, perguntou qual seria o destino de todos aqueles palhetes. Um deles lhe falou:

Eu reutilizo os que estão em bom estado e jogo fora os que têm algum defeitinho.

Eu posso pegar o que será jogado fora?

Claro! Pode levar.

Muito obrigada!

Mais tarde ao chegar em casa, Alice ligou seu computador e abriu uma página que publicava coisas muito legais sobre reutilização e reciclagem. Ao passar as fotos que davam dicas do que fazer chegou a uma foto que mostrava o passo a passo de reutilização de palhetes, que podiam se transformar em muitas coisas. Nesse momento sua gata subiu no seu colo e deitou. Veio então uma ideia de fazer daquele palhete uma caminha para Tonton.

Pegou um moletom velho e enchimentos de almofadas que a própria gata havia rasgado e começou a fazer daquilo uma cama para a gata. Ao final da tarde já havia terminado o trabalho e colocou-a ao lado de sua cama. Na mesma hora sua gatinha subiu na nova caminha e por lá ficou.

A partir daquela noite a gata passou a dormir na sua própria cama e Alice ficou mais sossegada, pois poderia dormir até mais tarde sem ser acordada por lambidas de sua gatinha. Passou também a ver os lixos e coisas inúteis de outra forma, reciclando e reutilizando sempre que possível.


terça-feira, 10 de junho de 2014

A Garrafinha de Pinguim

Mariana Favarato
Turismo
UNIP Jundiaí

Alguns anos atrás, havia uma fábrica de bebidas para crianças, localizada no interior de uma cidade. Essa fábrica conquistava as crianças pelo sabor dos refrescos oferecidos, como tutti-frutti, chiclete, algodão-doce e pelo formato de suas garrafinhas, que eram de animais.

Era de costume lançar um animal por ano, isso chamava a atenção das crianças que criavam expectativas de qual seria o novo modelo no mercado. O modelo que estava sendo divulgado, em comemoração de 10 anos de funcionamento, era o pinguim. Os designers empenharam-se tanto nesse projeto que a garrafinha absorveu emoções humanas, ela esperava que algum dia faria a alegria de uma criança, seria observada, ganharia atenção, assim como os seus criadores a tratavam.

Entretanto, enquanto o projeto da garrafinha pinguim era moldado, uma onda de frio tomou conta da cidade, e não ia em bora, mudando completamente o clima da cidade consequentemente o refresco não era mais comprado, as crianças preferiam bebidas quentes, então o dono com raiva de todo o investimento e do tempo que teve para formular aquela ideia, pegou a garrafinha e jogou no lixo, a fábrica acabou sendo obrigada a fechar as portas e ficou abandonada.

A garrafinha perguntava-se o que havia feito de errado para terem-na jogado fora, sendo que não podia sequer se mexer. A noite o caminhão de lixo passou e a levou com os outros lixos para o lixão, ela foi jogada junto a outras garrafinhas, sem perspectivas, como ela, seus sonhos foram por água a baixo, ficaria naquele lugar sujo e fedido para sempre, mas não perdia a esperança que um dia realizaria seu sonho.

Seu “para sempre” durou muitos anos, até que um dia a prefeitura estava coletando alguns produtos recicláveis por ali, e um dos trabalhadores remexendo aquela pilha de garrafas, viu uma bem familiar, a tal garrafinha de pinguim que ele esperava quando era criança. Sem pensar duas vezes ele a recolheu e levou-a para casa, limpou-a, deixou-a bem limpinha e a mostrou para seu irmão mais novo, que por acaso trabalhava num museu da cidade.

O garoto convenceu o irmão mais velho que ele deveria deixá-lo levar a garrafinha para o museu, já que ela era uma peça única, que não teve se quer linha de produção, e assim como ele havia estado feliz em ver algo que gostava tanto quando criança, outras pessoas adorariam também.


A garrafinha ganhou vida novamente, sentiu-se orgulhosa e realizada quando percebeu-se em uma vitrine, com vários adultos e crianças admirando-a. Seu sonho era realidade.
Parada Final”

Juliana Caparroz Correia
Ciências Biológicas
UNIP Jundiaí

         Um certo dia, uma cesta básica saiu de uma empresa e foi entregue ao seu dono, ela era feita de papelão e era bem grande. Após a retirada de tudo o que havia dentro dela, ela foi jogada na calçada em frente à casa em que estava, e por lá ficou. Ela estava triste, pois após ter carregado os alimentos de seu antigo dono ele simplesmente o jogara na rua, sem a menor gratidão. Enquanto olhava o movimento da rua, uma forte ventania começou e ela saiu voando pela rua debatendo-se toda no chão. Quando já estava quase chorando de tanta tristeza, o vento finalmente parou e ela parou também em frente uma praça onde haviam algumas crianças brincando.

         Assim que as crianças viram a caixa de papelão ali jogada, correram até ela e a pegaram, e dela fizeram um carro imaginário, onde todos entraram dentro dela e fingiram estar dirigindo pela cidade. Após um bom tempo ali brincando, as crianças foram embora e deixaram a pobre caixa de papelão ali jogada perto do banco da praça.

         A pobre caixa de papelão já estava achando que seu destino terminaria ali, jogada no meio da praça, perto das pombas que ali viviam. Até que uma mulher que por ali passava, avistou a caixa e a pegou para colocar seus livros, que estava levando para um sebo que tinha ali perto.
        
A moça andou alguns quarteirões até chegar ao sebo, e ao chegar lá ela entregou a caixa com os livros à moça do sebo, a mesma levou a caixa para os fundos que ficou ali, no canto, sem utilidade por dois dias. Após esse tempo sem ser utilizada, a caixa já se perguntava o porquê de não a mandarem logo para a reciclagem, assim ela poderia finalmente ter um destino correto para seu descarte.

         Ela já estava perdendo as esperanças, quando a dona do sebo aparece e a pega. A caixa não estava entendendo para onde estava indo, mas sabia que não permaneceria ali por muito mais tempo. Ao chegar na entrada do sebo a moça coloca vários mangás dentro dela e a entrega para uma adolescente que estava parada em frente ao balcão. A garota pega a caixa sorrindo e sai de lá rumo a casa dela. A caixa começa a ficar mais animada por saber que ainda estava sendo útil para alguém, ela só não sabia por quanto tempo mais isso iria durar.  

         Ao chegar à casa da garota, a caixa já começa a ficar triste com o pensamento de que em breve seria jogada na rua novamente, e que seria jogada de um lado para o outro como estava sendo até agora. Mas, para sua surpresa, a garota entra em seu quarto com a caixa, retira os mangás, colocam-nos na estante, e em seguida põe a caixa no chão, ao lado de um lápis e uma tesoura.

Ela pega a caixa de papelão e começa a abri-la, e após totalmente aberta ela a estica no chão e começa a desenhar-lhe, com o lápis, uma espada. Terminado o desenho ela começa a recortar a grande espada. A triste caixa agora estava sendo recortada, sem saber qual seria sua utilidade dessa vez, já que não poderia carregar mais nada daquele jeito toda picada. Ela realmente achou que aquele seria seu fim.
         Após um tempo, a garota finalmente termina seu serviço, ela havia transformado aquela grande caixa de papelão em uma linda espada para seu cosplay. E assim a garota foi com sua nova espada aos eventos, nos quais juntas faziam muito sucesso. E a grande caixa de papelão, agora espada, não se sentiu mais triste e pode desfrutar da maravilha que era ser reciclada.

          
A VIDA DE FLOQUINHO
Kelly Cristina Silva
Ciências Biológicas
UNIP Jundiaí

Floquinho era uma embalagem Tetra Pak que vivia na prateleira de um supermercado esperando ser comprado.
Certo dia Dona Mariana o comprou e o levou pra casa consumindo o delicioso suco de morango que Floquinho carregava em seu interior.
Dona Mariana ao consumir o suco jogou o Floquinho em uma lixeira cheia de restos de comida o deixando todo sujo e cheirando mal.
Floquinho ficou muito triste, seu sonho sempre foi ser reciclado e se tornar parte de um telhado. Floquinho queria sentir o calor do sol em seu corpo, a brisa da noite e a água fresca da chuva. Esse sonho foi interrompido por uma pessoa sem informação sobre o destino correto do lixo, Dona Mariana não sabia a importância da reciclagem para o planeta.
Ao levar o lixo para a rua para ser coletado pelo caminhão de lixo um homem muito simples avistou Floquinho no lixo errado e prontamente foi resgatá-lo de um final terrível.
Joaquim é um trabalhador informal que coleta materiais que podem ser reciclados nas ruas e tira seu sustento deste louvável trabalho. Joaquim lavou Floquinho o deixou limpinho e o guardou junto às outras embalagens da Tetra Pak. Floquinho fez muitas amizades e estava feliz por seu destino ter mudado.
Não demorou muito para que Joaquim levasse seu material para a indústria que transformaria a caixinha em um utensílio que daria nova vida a Floquinho e seus amigos.

Floquinho passou por um processo industrial e quando se deu por conta ele não fazia parte de um telhado e não entendia a utilidade do objeto que havia se transformado. Até que foi levado para uma loja e foi vendido novamente para a Dona Mariana. Floquinho foi colocado no jardim e só se deu conta de sua utilidade quando sua nova companheira deitou sobre seu corpo. Floquinho se transformou em uma casinha de cachorro e a felicidade ultrapassou suas expectativas. Floquinho agora além de sentir o calor do sol, a brisa da noite e a água fresca da chuva, conheceu a Kincy, sua fiel amiguinha, no lugar onde viverão muitos momentos felizes e de muitas brincadeiras. 
Max a latinha vermelha

Priscila Bloch Fajardo
Turismo
UNIP Jundiaí

Olá, Meu nome é Max sou uma latinha de refrigerante vermelha, meu sonho era ser reciclável, este sonho não é só meu, mas de todas as latas que já conheci. Minha história começa em uma prateleira de mercado a espera de ser comprado, tomado e jogado no lixo reciclável.

Todo o dia ficava a espera de ser comprado, ficava na ansiedade de alguém me pegar. Até que um dia uma menina de cabelo castanho e olhos bem claros, me olhou e estendeu a mão para me pegar, fiquei muito feliz, meu sonho iria se realizar, a menina dos olhos brilhantes e bem claros, me abriu, eu borbulhava de felicidade, mas depois que ela tomou todo o refrigerante me jogou na sarjeta, achei que era o meu fim, que nunca mais seria uma nova lata, começou a chover e a água começou a me levar e bem na minha frente havia um buraco escuro, o medo me tomou conta, mas, inesperadamente, comecei a voar, era um menino me carregando, voltei a sorrir, o menino de olhos grandes e calças rasgadas me levou para o lixo amarelo, o lixo da minha vida, lá estavam milhares de latas com o mesmo destino de serem retornáveis.

Um caminhão grande e cinza veio nos pegar e nos levou para a fábrica de reciclável, uma fábrica grande cheia de latas e garrafas, meu sonho estava acontecendo. Entrei em uma máquina que me transformou em outra lata, ainda estava com a mesma cor, mas havia ganhado uma tatuagem prata, brilhava como o sol, foi o dia mas feliz da minha vida.


Hoje não sou lata qualquer sou uma lata de colecionador, moro junto com um monte de outras latas, num quarto. Sou muito feliz, pois meu sonho se realizou, sou uma latinha retornável.